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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Palácio das Indústrias - Por que ir ?

O Palácio das Industrias foi construido em estilo eclético, que é uma mistura de várias tendências arquitetônicas, vigente até a década de 20, oriundo da Itália. Foi projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo ( o mesmo que projetou o Mercado Municipal ), pelo arquiteto de origem italiana, Domiziano Rossi, que participou também no projeto do Teatro Municipal.


Planejado para ser um espaço de exposições, situado no coração de São Paulo, abriga hoje em seu interior o Museu Catavento, dedicado a tecnologia e ciências. Volta assim a sua finalidade inicial. Além de uma visita a detalhes arquitetônicos únicos, tem-se a oportunidade de ver máquinas de todas as épocas.


O material que estava em exposição no Museu da Tecnologia, à beira da marginal Pinheiros, próximo à Politécnica, e que ninguém ia visitar, agora está exposto no pátio do Palácio das Industrias:


E para os fans de trens : uma locomotiva da fase elétrica, tipo BOX, que está sendo reformada:




Uma Locomotiva a vapor, de fabricação alemã, para tração de altas cargas. Foi apelidada de "Jibóia", pois tracionava trens mais compridos que o normal





Uma "vaporosa" manobreira, de fabricação inglesa


Uma das cúpulas mais vistas da cidade de São Paulo:

Fontes que criam uma atmosfera muito agradável

Obras de arte comparáveis as que vemos na França, na Itália ou na Alemanha:


A cúpula interna, que foi pintada com cores fortes

Visite a exposição externa e o museu. Entrada a R$ 6,00 e estacionamento a partir de R$ 6,00

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Visita ao Museu da Companhia Paulista

Como coloquei um trem da CP rodando em minha maquete, fui estudar um pouco desta companhia e fiquei fascinado pela sua rica história.

Conversando com meu amigo Lino, antigo morador de Parapuã e usuário dos trens da Paulista, foi um testemunho enriquecedor, e me estimulou a visitar o museu da CP, em Jundiaí, SP. Decepção....
O museu está onde foram as oficinas da CP, transferidas de Campinas, que graças a epidemia de febre amarela e a falta de espaço naquela cidade, foram construidas em Jundiaí - gigantescas - difícil até de acreditar, para a época. Ao lado, a maquete do que eram estas oficinas.

Porém o que vemos hoje, são poucos móveis e utensílios, e sentimos esforços hercúleos de alguns para tentar manter a memória desta companhia ferroviária que foi provavelmente um exemplo, e deveria ser seguido até hoje.
Esperava ver locomotivas, vagões e outros materiais ferroviários, porém só vi abandono, ferrugem e prédios desabando.

Consegui fotografar o interno de um galpão - inacessível - onde notamos que existe material a ser exposto, porém faltam recursos para viabilizar esta exibição. Telhados parcialmente desmoronados, prédios sem a devida manutenção, do que foi a maior companhia de transporte ferroviário de S. Paulo, me deixaram com um sentimento de vazio e decepção.


O que foi uma escandalosa V8, hoje se rende a ferrugem e a ação do tempo, já com a pintura da Fepasa, agonizando sob as intempéries.

Anos atrás, visitei o museu de Paranapiacaba, que embora também carente de um melhor estado de conservação, concluo hoje que está mais bem preservado que este da CP.

Quando vamos á Europa, e encontramos construções de mais de 800, 1000, 2000 anos, e todo o cuidado com a preservação de cidades e de suas histórias, vemos que temos muito a aprender com o Velho Mundo.
Preservar para as futuras gerações, é antes de mais nada, cultura, educação. É o que nos falta!

Talvez os ferromodelistas possam através de suas maquetes, incorporar um pouco da história do transporte ferroviário brasileiro. Merece uma reflexão....