domingo, 19 de dezembro de 2010

Subestação Engo. Monlevade

O engenheiro carioca Francisco de Monlevade foi o encarregado pela eletrificação da rede ferroviária da Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Tarefa que ele abraçou e concluiu com pleno sucesso. Após viagens ao exterior para verificar o estado da arte no resto do mundo, ele projetou um sistema com Corrente Contínua a 3.000V, e para isto eram necessárias sub-estações para fornecimento desta energia a pontos equidistantes da linha.

A primeira sub-estação localizou-se então em Louveira, eletrificava a linha entre Jundiaí e Campinas. Até hoje permanece heroicamente de pé, testemunhando o que foi seu período de glória.
Abaixo, a sub-estação de Cordeirópolis, bem ao lado da rodovia Washington Luis:


Após visitar esta sub-estação de Cordeirópolis que hoje é um centro cultural, fiquei com muita vontade de visitar a sub-estação de Louveira, que devido seu estado de abandono ainda deve ter algum material original:


Embora ocupadas, as casas dos trabalhadres da sub-estação, ainda estão em bom estado de conservação:


Uma chave seccionadora que alimentava a linha elétrica. Hoje a forma construtiva destas chaves é totalmente diferente.

Aqui, a mesma chave seccionadora com seu comando:


Ao lado da via férrea, o que restou do quadro de comando:


Abrindo o quadro, nos deparamos com uma tecnologia elétrica dos anos 20. Os ladrões de material ferroviário não descobriram que nestes relés, existe o enrolamento de fio de cobre, senão já teria ido....


Relé elétrico de comando da via:


Aqui já sem seu encapsulamento isolante:


Fazendo de minhas as palavras do Ralph Giesbrecht, em uma recente palestra, "um povo que não preserva, não terá memória". Vejo estes equipamentos enferrujando, e penso no tempo em que eles só existirão em velhos livros empoeirados em alguma biblioteca. Isto se conseguiremos conservar as bibliotecas.....
Como ferromodelista, posso incorporar uma sub-estação na maquete, e os devidos painéis elétricos ao longo da via. Como já disse aqui, isto também é uma maneira de preservar!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Regulagens da Câmera fotográfica

As câmeras digitais oferecem cada vez mais recursos, e isto implica em um número crescente de parâmetros que devem ser ajustados antes de cada foto. Um ponto que nem sempre é levado em conta, mas que é crucial para fotos com iluminação artificial é o "White balance" ( compensação do branco). As máquinas com mais recursos trazem esta opção, e se você não utilizar aquela regulagem automática padrão, você deve se preocupar com este parâmetro.

Abaixo, regulagem abertura f22, tempo automático e branco para luz fluorescente:


A mesma foto, sob as mesmas condições de iluminação, com branco ajustado para incandescente:

A importância da correta regulagem do balanço de branco, influi diretamente na reprodução fiel das cores. Pense nisto ao fotografar sob iluminação artificial.
E não se esqueça que ao ar-livre, existe regulagem para sol e nublado.....


Não comentei da qualidade da iluminação, principalmente em fotos de produtos, mas isto fica para uma próxima postagem.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Brincadeiras de mau gosto....

Já comentei em "post" anterior, que todo ferromodelista também é um aficcionado pela fotografia. E um bom fotógrafo deve conhecer bem o Photoshop. Lembro-me que em uma Playboy, o técnico corrigiu tanto a foto que retirou o umbigo da modêlo.

Com uma miniatura da del Prado e uma foto de época, dá para brincar...


Esta é a idéia:

OK, não sou bom nem de Photoshop, nem de fotografia.

Mas valeu a bricadeira

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Experiências em trens na Europa

Em recente viagem (a trabalho) pela Alemanha, pude conferir a eficiência de transporte por trens alemães.
Trens urbanos: limpos e pontuais




Na estação central de Dusseldorf, vários trens de alta velocidade alinhados, aguardando o horário de partida:









Trucks com amortecedores:


No interior da 1a. Classe, conforto maior que em um avião!


O " maquinista " e seu brinquedo. Reparem no JoyStick!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Palácio das Indústrias - Por que ir ?

O Palácio das Industrias foi construido em estilo eclético, que é uma mistura de várias tendências arquitetônicas, vigente até a década de 20, oriundo da Itália. Foi projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo ( o mesmo que projetou o Mercado Municipal ), pelo arquiteto de origem italiana, Domiziano Rossi, que participou também no projeto do Teatro Municipal.


Planejado para ser um espaço de exposições, situado no coração de São Paulo, abriga hoje em seu interior o Museu Catavento, dedicado a tecnologia e ciências. Volta assim a sua finalidade inicial. Além de uma visita a detalhes arquitetônicos únicos, tem-se a oportunidade de ver máquinas de todas as épocas.


O material que estava em exposição no Museu da Tecnologia, à beira da marginal Pinheiros, próximo à Politécnica, e que ninguém ia visitar, agora está exposto no pátio do Palácio das Industrias:


E para os fans de trens : uma locomotiva da fase elétrica, tipo BOX, que está sendo reformada:




Uma Locomotiva a vapor, de fabricação alemã, para tração de altas cargas. Foi apelidada de "Jibóia", pois tracionava trens mais compridos que o normal





Uma "vaporosa" manobreira, de fabricação inglesa


Uma das cúpulas mais vistas da cidade de São Paulo:

Fontes que criam uma atmosfera muito agradável

Obras de arte comparáveis as que vemos na França, na Itália ou na Alemanha:


A cúpula interna, que foi pintada com cores fortes

Visite a exposição externa e o museu. Entrada a R$ 6,00 e estacionamento a partir de R$ 6,00

domingo, 19 de setembro de 2010

Primeira Experiência com "STATIC GRASS "

Ferromodelismo é evoluir, baseando-se na experiência dos colegas mais experientes. É por isto que criei este Blog. Espero que algum dia alguém venha se basear nos meus relatos, e criar algo além, mais evoluido.
Então cabe aqui, relatar minha primeira experência com a grama estática, que não foi nada animadora....
Então para que os próximos não caiam nos mesmos erros, façam o que digo, mas não façam o que eu faço......
Tentei utilizar a grama estática nacional, adquirida da Flock Color (Guarulhos, SP )



Este produto já vem todo "engrumado ", avisando que a experiência não vai ser fácil não...
Após um peneiramento prévio da matéria prima original, obtém-se:


Devo confessar que não tive experiência prévia com material importado, mas acredito que toda vez que se trabalha com "estática" , os problemas devam ser semelhantes. Preparei duas composições de cola, para o substrato:


A primeira composição, foi a tradicional com cola PVA dissolvida a 50% com água, e o resultado logo após a aplicação está mostrado acima.


Na dissolução acima indicada, apliquei um pouco de NaCl ( sal de cozinha) para aumentar a condutividade elétrica da camada. Na aplicação o resultado foi melhor, com fibras mais densas e mais eretas.

Mas após a secagem, e passando um pincel sobre as fibras eletrostaticamente depositadas, concluimos que :
1 - A camada com adesivo e o sal de cozinha aplica uma camada mais real, com altura e densidade maior das fibras.
2 - A camada que utilizamos sem o sal, é menos densa.
3 - O sal de cozinha melhora a aplicação da grama, mas compromete a secagem da cola, fazendo com que ela não seque após três horas da aplicação.

Então, de volta à prancheta. Testarei novas formulações, que reportarei aqui no futuro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Criando cenas

Os detalhes de uma maquete: quanto mais rica em detalhes, mais real, e mais tempo de admiração ela exige. Deste modo, cada construção exige seu cuidado, e cada uma delas se transforma em um pequeno diorama, copiando uma cena na vida real. Comecei com a igreja:


Note-se como a presença de personagens é importante para a cena. A mesma igraja, sem os personagens do casamento, fica desinteressante:




O resultado é ótimo, mas a montagem dos canteiros das tulipas, desafia a visão de qualquer um. Muita paciência, e boa visão:





Kit de tulipas, da Busch, comprado na Lupatelli.