sábado, 27 de agosto de 2011

Passo a passo da construção de uma edificação



Sempre digo que o ferromodelismo contribui para muitas coisas na vida de um ferromodelista.
Além de um passa-tempo calmo e desestressante, tem muitos outros desdobramentos: conta e preserva a história de ferrovias, estações ferroviárias, trens e "causos".
Agora, diante da necessidade de projetar um galpão novo para a empresa onde trabalho, vou aproveitar para modelar este galpão, na escala HO, e talvez, incorporá-lo na minha maquete. Se couber....

O galpão é como o mostrado no catálogo do fabricante:


Vou utilizar os pefis "I" daPlastruct. Eles representarão as vigas e montantes de concreto pré-fabricado:


Com poucos perfis de alumínio ( "L" 3/4" x 1/8" abas iguais) e os práticos grampos termoplásticos, é fácil montar um gabarito de corte para os perfis:


As peças cortadas, devem sofrer um chanfro de 15 graus em uma das pontas. Resolvi fazer na lixadeira, e assim, prendi um perfil "L" na morsa, que por sua vez foi presa à base da lixadeira, no ângulo necessário. Assim, todos os chanfros sairão com o mesmo ângulo:


O resultado ai está: as peças todas cortadas de um mesmo tamanho. Os dispositivos demoram um pouco para serem montados, mas facilita em muito as tarefas repetitivas:


Agora, que as peças estão todas cortadas, de maneira uniforme, deveremos uni-las. Para tal, será necessário construir um dispositivo auxiliar, um gabarito de colagem, para garantir que todos os conjuntos sejam colados da mesma maneira:


Assim temos o gabarito de colagem das partes do pórtico. Deste modo, todos os conjuntos resultarão iguais, após a secagem da cola.


O gabarito de colagem e as peças devidamente encaixadas e curando:


Pronto: assim temos a fábrica de pórticos para a maquete:


Proximamente publicarei a montagem do galpão. Aguarde, só trabalho alguns sábados, então demora um pouco.....
Mas se você tem alguma sugestão, achou complicado, ou não entendeu algo, comente logo abaixo!



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A relação entre ferromodelismo e preservação ferroviária


Em visita ao encontro de ferromodelismo de Mogi das Cruzes, patrocinado pela ANPF, fiquei muito impressionado com o que vi. Relato abaixo:


A estação de Cachoeira Paulista, hoje, em seu estado de total abandono, foi reproduzida por um ferromodelista da cidade, que mostrou profundo conhecimento da história desta estação.









Além da etação de Cachoeira Paulista, ele também reproduziu a antiga estação de Mogi das Cruzes:


A estação de Guararema , hoje recuperada:


Jundiapeba, estação na qual devo ter entrado inúmeras vezes, no colo de meus pais..... Lembro-me que eles foram morar em Jundiapeba, assim que chegaram da Itália, e que minha mãe reclamava que o único elo de lligação com a Capital era o trem. Creio que em 1955 ela tinha razão!


Sabaúna, onde se encontra a regional Mogi da ANPF


O criador e sua obra: Antonio Castrezana

O trabalho do Antonio é um grande exemplo da contribuição que o ferromodelismo presta à preservação ferroviária: a construção das réplicas das estações e sua colocação em maquetes, preserva a história destas estações, em sua maioria construções abandonadas ao descaso.
E muito interessante, como em um blog despretensioso como este, tanta história pode ser reunida, através dos links.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mini-Fresadora

Sempre tive grande dificuldade em abrir vãos para janelas, portas e encaixes, em minhas peças para a maquete.

Solicitei ajuda aos colegas de ferromodelismo, mas não encontrei milagres.

Então apelei:

A mais nova aquisição:



Uma mini fresadora, alemã ( só podia ser...) que aceita ferramentas até 3,2 mm de diâmetro, e com velocidade de até 20.000 rpm.


Então comecei a brincar de conhecer a máquina. Descobri que meus velhos problemas acabaram.
Apareceram novos!


Mas como meu pai sempre dizia, para cada trabalho existe a ferramenta e a técnica adequados.


Será que dá para abrir janelas? Vamos a um primeiro teste:


Muito mais fácil, basta conhecer melhor a máquina e ir pegando prática.

Agora só falta, aprender a ser ferramenteiro, falar mal de patrão, perder um dedo, falar cuspindo, e quem sabe, virar presidente....

A PRIMEIRA TENTATIVA:
Preparar a matriz dos torreões laterais:




Agora, já frezando um "detalhe" da parede:

quinta-feira, 23 de junho de 2011

I Encontro de Autos Antigos da maquete

Ocorrerá neste fim de semana o 1o. encontro de autos antigos da Maquete. O cartaz já está sendo divulgado:


O evento concorre com o mais tradicional encontro de autos antigos, que acontece todos os anos em Águas de Lindóia. Maiores informações aqui.


O local escolhido é na área industrial da maquete. A participação será em massa. Para quem não conhece o evento, existe postagem aqui sobre o encontro do ano passado.


Testes prévios de disposição e espaço. Amanhã, início da exposição. Terá até clube do fusca!


Os preparativos já começaram, e durante todo o fim-de-semana os flashes serão publicados. A premiação se dará no domingo.


OK, Encontro aberto, o público começa a chegar:


Já da estação é possível avistar o evento






Como Fusca e puxa-saco tem em qualquer lugar, aqui esteve presente o clube do fusca:




Os compactos chamaram muito a atenção:


Messerschmidt, Isetta e Trabant:





O grande DKW, com motor de três cillindros e dois tempos:












Setor dos utilitários também esteve se apresentando:



quarta-feira, 8 de junho de 2011

A madeireira

Acabei por concluir que a maquete necessitaria de uma madeireira. Este era um setor indispensável nas companhias ferroviárias, pois forneciam material para a via ferroviária, além de móveis e estruturas.
Abaixo, a evolução desta construção:

1 -Marceneiros em ação:


O caminhão de toras chegando


O "capataz" cuidando de tudo.


2 - O máquinário dá um toque muito realista. É da "Model Trem"






3 - Como quase tudo na maquete, a proximidade dos trens é mandatória.


4 - O caminhão de toras, contribuiu muito com o cenário:


5
O local da madeireira é ao lado do "horto Guarani" já postado aqui.


6 - Testes de disposição e visualização, antes de chegar o "maquinário

7 - As pilhas de toras foram sendo construídas com gravetos, devidamente secos e fervidos, conforme aprendi em outro blog.


8 -Enquanto isto, nas proximidades da estação, o trânsito continua carregado....